Cinco dias de luto. Cinco dias caçando conspirações nos bastidores. Mas o balaço não pode parar. Não é nosso papel apontar os culpados de mais um fracasso canarinho. É melhor assim, de cabeça fria. Num jogo duro, o Brasil deu adeus ao Mundial. Pelo menos se despediu com balaço. No começo do ano passado, em um amistoso contra a Itália, o sisudo comandante Dunga surpreendeu os torcedores com um nome há muito esquecido por aqui: Felipe Melo.
Felipe fez parte do ótimo Cruzeiro de 2003, campeão brasileiro com uma campanha brilhante. Treinado por Vanderlei Luxerburgo, o time contava com grandes jogadores como o goleiro Gomes, o já veterano tetracampeão Zinho, o meia Alex e o maior artilheiro da história do futebol colombiano, Víctor Aristizábal. Melo era reserva.
Nos anos seguintes, saltitou entre clubes medíocres do futebol espanhol: Mallorca, Racing Santander e Almería, sendo que o último disputava então a segunda divisão. Em 2008, foi contratado pela Fiorentina, onde fez uma temporada razoável e chamou a atencão do ex-treinador da selecão. Existem dúvidas se foi o futebol apresentado ou José Rodríguez Baster (empresário de Melo) quem chamou a atenção de Dunga. Pouco importa.
Com três convocações, o nome Felipe Melo ganhou peso, e na janela seguinte (julho de 2009) a Juventus de Turim desembolsou 25 milhões de euros mais o jogador Marco Marchionni para contratá-lo. Esse valor supera o que haviam pago algumas semanas antes ao Werder Bremen pelo bom meia-armador Diego. Tadinha da Velha Senhora.
O resto é história. Muitos já anunciavam Felipe Melo como vilão, no caso de um eventual desastre na Copa do Mundo de 2010. Vilão ou não, ele liberou um balaço e tanto no ponteiro holandês Arjen Robben, sendo premiado com um cartão vermelho, seu favorito.
Dungão, chupa esse balaço!