Com 12 gols e mais 4 classificados para as oitavas de final, muitos torcedores, de fanáticos paraguaios até desocupados brasileiros, encerram, contudo, seu dia com a clara sensação de terem vivido a mais autêntica quinta-feira negra desde a crise de 29.
A razão é simples: a insaciável sede de balaço. E é bom jogar logo na cara: é uma vergonha que os oito times, depois de 360 minutos de bola rolando no total, não hajam feito sequer um tento que merecesse nossas tão fáceis atenção e recordação.
E, se o assunto é frustração, não podemos deixar de frisar quão desonrosa foi a eliminação da outrora chamada Dinamáquina, nome então apropriado pela conjunção primorosa de constância, força e precisão na arte de desferir balaços a torto e a direito, mas que nunca pareceu ser tão injustificável, depois da eliminação de hoje contra o Japão, por 3 gols a 1, e nenhum balaço.
Esse post é uma lição necessária e que deveria ser ensinada na escola, dedicada à desclassificada Dinamarca. Aqui, temos Kasper Bøgelund, que amargou injustamente a reserva na Euro 2004, mandando uma morcegada sem-pulo no canto da coruja pelo campeonato alemão.
Dinamarca, aprenda, e chupa esse balaço!