Germânicos e visigodos não tinham os turcos ao seu lado quando invadiram Roma, e muito menos quando desfilaram seus Panzers na Champs-Élysées. Não sei o que fizerem para merecer, mas na tarde de hoje os alemães ganharam um presente.
Com apenas 21 anos, o garoto Mesut Özil assumiu a responsabilidade e garantiu a vaga nas oitavas-de-final. Começou mal a partida, é verdade, e chegou a ter seu poder de finalização questionado pelos locutores do mundo inteiro.
Mas se o futebol é uma fábrica de sonhos, o camisa 8 da Alemanha é o Freddy Kruger otomano, armado com nada mais do que habilidade, raça, e uma bem-vinda fome de balaço. Özil aterrorizou os sonhos de sérvios e australianos, e freou a empolgação de quem vinha sugerindo o surgimento de uma nova ordem mundial futebolística, em que não há favoritismo e o peso da camisa é irrelevante.
Só que a Alemanha é a Alemanha é a Alemanha. E se sozinhos eles não conseguiram montar uma boa equipe, nada que reforços brasileiros, poloneses, turcos, ganenses, nigerianos e tunísios não possam resolver. Já a seleção de Gana deu sorte ao conseguir a classificação, e será a única representante do continente africano na segunda fase da competição.
Chega de conversa. Na altura do semi-círculo a Jabulani foi carinhosamente espancada, mostrando que balaço bom é balaço inesperado:
Há 60 anos ninguém poderia imaginar uma Alemanha tão multicultural. Chupa esse balaço, Adolf!
foda o site…. ótimos textos… congrats
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mais uma censura da FIFA. façamos a revolução do balaço!!!
Acabamos de firmar uma parceria com um canal árabe. Lá, a Fifa não manda. Chupa esse balaço, Joseph Blatter!